Vinte anos no Conselho Económico Paroquial de Santa Eulália de Arnoso
Vinte anos no Conselho Económico Paroquial de Santa Eulália de Arnoso
O trabalho desenvolvido,
nos vinte anos que esta Fábrica da Igreja, depois de dois mil e dez como
Conselho Económico Paroquial da Fábrica da Igreja de Santa Eulália de Arnoso
terá que ser dividida em três partes, pois foi quantos Párocos passaram por cá
e cada um deles com a sua própria personalidade.
Em 2002 quando o Sr.
Padre António Salvador Cabral da Costa chegou a Santa Eulália Arnoso, vinha
tomar conta de uma paróquia dividida por conflitos entre os apoiantes do pároco
e os apoiantes da Junta de freguesia /Associação Desportiva e Cultural.
O Sr. Padre Salvador Cabral
tinha umas ideias mais progressistas, pois como missionário e escritor quando
esteve em Angola, teve alguns dissabores com a PIDE tendo mesmo que sair da
Província Angolana (ver livro “A Missão…nas teias da PIDE” e se refugiar na
Alemanha onde esteve cerca de vinte anos. Por isso foi recebido em Santa
Eulália pela maioria dos paroquianos, que assim, salvo raríssimas excepções, se
deu novamente a união dos paroquianos desta freguesia.
O Padre Arménio Simões
Moreira (1928 / 2001) tinha um caracter muito próprio, que ao longo dos
quarenta e quatro anos de paroquialidade, sempre arranjou problemas com a maior
parte dos paroquianos, ora impondo as ofertas que cada família tinha que pagar,
ou tentar ser ele o motor da freguesia e por via disso umas vezes era amigo de
uns, outras vezes era amigo de outros, muito embora seja sempre louvável o
papel que teve em algum desenvolvimento da freguesia, em especial na
electrificação de parte da freguesia. É com ele que se dá o 25 de Abril de 1974
e aí começam os grandes problemas, visto que as comissões administrativas da
Câmara e Junta de Freguesia tentam negociar o aluguer do antigo passal do
mosteiro, situado no lugar do Monte da antiga Paróquia de S. Salvador do
Mosteiro de Arnoso. Estávamos no verão quente de mil novecentos e setenta e
cinco, onde o País estava sobre o domínio e influência do Partido Comunista Português
e como ele não aceitava o aluguer ou venda, a juventude e não só, a coberto
destas Comissões Administrativas tomaram de assalto o referido passal. Depois
houve muitas peripécias que oportunamente serão relembradas.
O Padre Arménio Simões
Moreira, faleceu em 12-07-2001 e só a 02-09-2001 é substituído pelo Padre
António Salvador Cabral da Costa.
Naquele pequeno intervalo
entre o falecimento do Padre Arménio e a chegada do Padre Salvador Cabral
(nomes pelos quais eram conhecidos) se instalou como Sacristão uma família da
freguesia que foi controlando os dinheiros referentes ao pagamento das despesas
correntes da liturgia. Quando o Sr. Padre Cabral chegou foi aceitando este sacristão
que passou a habitar na residência paroquial e que vinha já trabalhando com a
antiga Fábrica da Igreja. Deixou o cargo e a residência em Fevereiro de 2004
por desavenças com o Sr. Padre Cabral, tendo este impondo a sua saída quer da
residência como dos serviços prestados à paróquia.
Ora, a Arquidiocese de
Braga, não poderia ter tido, melhor escolha para assumir os destinos da
paróquia de Santa Eulália de Arnoso, onde a população estava de costas voltadas
entre os defensores do pároco e os defensores da A.D.C. (Associação Desportiva
e Cultural) criada para substituir a comissão de desporto nomeada pela Comissão
Administrativa da Junta de Freguesia, após a revolução do 25 de Abril. O Padre
Cabral paroquiava na altura a Paróquia vizinha de Santa Maria de Nine e
conhecia bem os problemas de Santa Eulália e como pessoa, que para além de vir das
missões, tendo passado por Angola e Alemanha, estava, como diz o povo uns furos
à frente dos seus colegas, quer no tratamento com as pessoas, mas em especial
com a juventude, e também via o papel da Igreja numa outra perspectiva, por
isso teve alguns dissabores com a hierarquia Eclesiástica.
Manteve e dinamizou o Grupo
Coral Nossa Senhora da Conceição, influenciou os Jovens a organizar-se em
associação e dentro desta criou o Coro Santo Amaro tendo o mesmo editado um CD
com músicas da sua autoria (fig. 01), criou e dinamizou o Grupo Coral Infantojuvenil
composto pelas crianças da catequese dos primeiros anos (fig. 02). Passou a
haver harmonia entre os paroquianos que com poucas excepções se reuniram à
volta do Pároco.
Manteve sempre os
paroquianos, quer de Santa Eulália quer de Nine, em franca actividade, onde
estava sempre presente, quer na organização de actos religiosos conjuntos como
a via-sacra e outros, no Sameiro com a organização de procissão com o andor de
N. Senhora do Sameiro e os estandartes das duas freguesias seguido da
celebração de missa e actuação dos grupos corais das duas freguesias, no
Sameiro. Também no S. Bento da Porta Aberta se efectuaram celebrações em
especial a missa das dezasseis horas. Sempre que se organizaram passeios da
comunidade paroquial era celebrada missa onde actuavam os grupos corais. (fig. 03
e 04)
Durante a permanência do
Sr. Padre Cabral, a Fábrica da Igreja apenas controlava os dinheiros e bens da
paróquia, pois os dinheiros e bens de culto eram da responsabilidade do pároco.
Pela sua maneira de ser, confiava muito nas pessoas e por isso teve diversas
vezes problemas pois os dinheiros do culto e do benefício paroquial,
desapareciam quer da residência quer da sacristia.
Embora alguns elementos
que vieram mais tarde a ser eleitos para a Fábrica da Igreja, já viessem a
colaborar com o Padre Cabral só em Maio de dois mil e dois o Sr. Padre pediu
para que quem pudesse e tivesse interesse em colaborar, que comparecesse para
uma reunião a realizar na residência no dia dezasseis de Maio. Nessa reunião
que deu lugar à primeira acta[1] compareceram e formaram a Comissão
de Obras os seguintes paroquianos: Manuel da Costa Araújo, Emília da
Conceição Martins Vilaça, José Campos Ferreira, Eduardo José Faria Moreira,
Augusto Machado da Cunha, Mário Oliveira Monteiro, Maria da Conceição Pinto
Soares, Francisco Fonseca da Silva e Alberto dos Santos Leitão, tendo depois se
juntado o David Moreira Novais. Também compareceram os três elementos da Junta
de freguesia que manifestaram o seu apoio ao grupo de trabalho
É já nesta reunião que se
pensa em algumas obras e se elege, o tesoureiro, o secretário e os restantes ficam
como vogais ao que todos aceitaram e por isso ficou o Manuel Araújo como
tesoureiro e o José Campos como secretário, pensando nós, que tudo seria
passageiro pois ficamos a funcionar como comissão de Obras.
Pelos motivos acima
referidos, esta comissão veio encontrar uma estrutura em total decadência,
estando a Igreja a sofrer obras de mais um tecto novo da autoria do Arquiecto
Padre José Manuel Ribeiro, todo o resto estava em total degradação, o soalho da
Igreja cheio de buracos, ante-paro todo roído, portas em mau estado, coro
degradado, quase todas as imagens a precisar de restauro o grupo coral a actuar
no meio da assembleia num palco em barrotes de madeira sem qualquer dignidade.
Na sacristia todos os moveis a precisar de restauro ou de substituição. (Fig.
05, 06 e 07)
A residência com uma
cozinha muito antiga assim como o quarto de banho num estado lastimoso e nos
fundos uma grande barra em madeira onde se amontoava a cera dos ex-votos do
Santo Amaro e outras alfaias quer em madeira quer em metal, que a maioria foi
depois restaurada e que hoje se encontra na Igreja (Fig. 08). O adro da Igreja
em terra batida e sem referências aos seus limites, que se transformava num
autêntico lamaçal quando chovia durante as festividades.
Só em Janeiro de dois mil
e três, na missa, o Sr. Padre solicita, para que os elementos da comissão de
obras que pudessem comparecer na Igreja Matriz em Famalicão para uma reunião. Quando
lá chegamos e nos entregaram um questionário para preencher é que nos
apercebemos de que a dita reunião era para a tomada de posse dos elementos da nova
Fábrica da Igreja. Estavam ali elementos de todas as paróquias de Famalicão.
Assim ficou composto pelos que compareceram, a Fábrica da Igreja de Santa
Eulália de Arnoso: José Campos Ferreira, Manuel da Costa Araújo, José Daniel
Campos Pereira, David Moreira Novais, Francisco Fonseca da Silva, Alberto dos
Santos Leitão e Joaquim Moreira Barbosa.
Durante o ano de dois mil
e dois concentramos os nossos esforços, na reorganização e no esforço para se
poder arranjar dinheiro, porque nesta altura a Fábrica da Igreja não tinha
qualquer rendimento e por isso só poderia lançar obras para justificar um
peditório pela freguesia. Foi o que fizemos lançando as bases para a construção
de umas retretas e um espaço para arrumos que servissem os paroquianos. Por
proposta do Sr. Padre Cabral o peditório a efectuar nas missas dos segundos domingos
de cada mês reverteria a favor das obras a realizar. Ainda hoje dois mil e
vinte e três se mantem.
Começamos por escolher um
local. Havia um espaço atrás da residência (lado Norte) que estava apenas cheio
de entulho. O espaço embora suficiente tinha o problema do acesso a partir do
adro, que era estreito, porque o confrontante Sr. Marinho tinha naquela zona
uma espécie lomba onde tinha um esteio da ramado do quintal, espaço que não
teria mais que quatro a cinco metros quadrados. Como o Sr. Armindo Marinho já
estava acamado, falamos com a esposa Sr. Ana, que nos disse que o filho Manuel
é que sabia. Telefonei-lhe, pois considerava-o um amigo com o qual trabalhei
nas direcções da Associação Desportiva e Cultural, que por ocupação do antigo
passal da Igreja teve diversos litígios com o pároco já falecido, mas em que a
A.D.C. em conjunto com a Junta de freguesia e a Câmara Municipal, assumiram a
ocupação e chegaram a acordo para a compra do terreno do antigo passal. O
Manuel Marinho disse-me logo que não. Íamos ficar com um acesso muito exíguo
para os WC, mas continuamos a desenvolver o plano. Uns tempos depois, já com a
obra a decorrer, em conversa com a sua parente Sr.ª Amélia Marinho esta
disse-os que esperássemos, pois, que iria falar com a Sr.ª Ana. Assim aconteceu
e ficou resolvido que refazíamos o muro e retirávamos o esteio para dentro do
terreno e assim ficamos com o espaço necessário para o acesso ao WC e arrumos e
também uma entrada para o passal, através do adro circundante da Igreja. O Sr.
Marinho assinou uma declaração de oferta do referido terreno[2]. Contactada a Câmara para
a execução do projecto, estiveram cá, mas mais nada. Sendo depois o projecto
elaborado pelo filho do Manuel Araújo (César) que há data trabalhava num
gabinete de projectos. Foi depois aprovado na Câmara e Arquidiocese e pagas as
respectivas taxas.
Em dois mil e dois,
através de peditórios pela freguesia cerca de mil e quinhentos euros, mesmo
assim avançamos com a obra do WC e arrumos, assim como os respectivos acessos a
qual nos veio a custar cerca de quarenta mil euros, sem contar com a oferta da
parte eléctrica que nos foi oferecida pela firma Joaquim Novais Miranda. É
certo que mesmo assim no fim de dois mil e três com a obra pronta tínhamos uma
dívida de apenas nove mil euros, que em dois mil e quatro saldamos. Esta Obra,
a primeira foi inaugurada pelo Sr. Padre Cabral em 25-12-2003, na presença dos
paroquianos. (Fig. 09 e 10)
Em reunião de seis de
Fevereiro de 2003, já estávamos a pensar em novas obras como salão para
catequese nos fundos da residência, soalho da Igreja e ante-paro novo, ideia
esta que depois evoluiu para um restauro total da Igreja e residência Paroquial
em especial os fundos para o transformar em salas para a catequese. Para isso e
depois de contactar diversas entidades em especial na Câmara Municipal para ver
a possibilidade de uma candidatura comunitária os quais nos deram muitas
esperanças e promessas de ajuda para essa mesma candidatura. Pensávamos nós que
só assim seria possível levar a cabo estas ideias, mas bem nos enganamos.
Para esta candidatura,
era necessário um projecto das referidas obras. Como na altura o Arquitecto
Padre José Manuel Ribeiro, antigo pároco de Arnoso Santa Maria e actual
arquitecto da Arquidiocese, com gabinete estalado em Braga, seria a pessoa
indicada e uma vez que já tinha projectado o tecto da Igreja. Assim aconteceu e
para que fosse mais viável a aprovação da referida candidatura, optou-se pela
integração no projecto da residência paroquial. O projecto teve um custo de
cerca de quinze mil euros o que causou muita intriga no meio dos paroquianos,
mas no futuro valeu o dinheiro gasto e tudo se fez de acordo com o projecto ou
com alterações discutidas com o arquitecto.[3] Ressalvamos que o projecto,
foi sendo alterado ao longo da execução das obras, tais como rebaixamento do
soalho o que obrigou a novos rodapés dos altares e rebaixamento da sacristia,
novas escadas para acesso o altar-mor assim como remover o azulejo existente,
porque depois ficava muito desviado do chão, orlas graníticas nas porta e
janelas e rodapé, abertura de escadaria interior de acesso ao coro-alto, que
não existia, dreno exterior na zona da sacristia para consolidar as paredes e
evitar humidades, no exterior enchimento apenas da frente da Igreja, etc.
Até dois mil e dez
andamos sempre às voltas com o projecto de pormenor, mas a candidatura não se
concretizou e por isso resolvemos com o acordo do empreiteiro que felizmente
nos deu muitas facilidades e nos disse que só iria facturar conforme a obra
fossa feita, por isso começamos pelo interior que era o mais necessitado (fig. 11
e 12) e assim em julho de 2010 deu-se início às obras, passando as cerimónias
religiosas para a Igreja do Mosteiro.
Durante estes anos não
estivemos parados, de reunião em reunião quer na Câmara, quer com a junta de
freguesia que sempre nos apoiou e tivemos sempre muita aceitação e ajuda de todos
os paroquianos. Organizamos peditórios, rifas e um cortejo de oferendas para as
obras realizado em dois Domingos (Fig. 13), elementos da Junta que doaram os
seus subsídios de um ano ou ajudas para restauro de Imagens e outras alfaias
litúrgicas, assim:
Se em questões de obras
centralizamos os nossos esforços na construção dos WCs e na remodelação da
Igreja, tendo para isso sensibilizado os paroquianos na colaboração, quer na
oferta de dinheiros, mas também na participação de outros inventos para a
obtenção de fundos, como na ajuda da organização de diversos trabalhos.
Ao nível religioso e
cultural: Passou a ser a Fábrica da Igreja a organizar a romaria de Santo Amaro
e como benefício paroquial o Sr. Padre Cabral passou a oferecer uma terça parte
dos lucros para as obras e a procissão passou ir à igreja do Mosteiro, onde é
feito o sermão de Santo Amaro e ainda agora em 2023 se mantém. A Páscoa passou
a ser precedida da Via Sacra organizada pelas catequistas e catequizados (Fig.14).
Organizaram-se passeios e o Magusto paroquial só ou em conjunto com a Junta de
Freguesia.
De 2004 a 2010, em
colaboração com a Junta de Freguesia (embora com a oposição de alguns grupos
organizados da freguesia) organizamos a Festa do Ambiente em honra de S. Pedro
(Fig. 15), com arraial e bar a render para as obras no Sábado e no Domingo. No
Domingo com a celebração da Missa solene e entre 2006 e 2010 também se celebrou
a primeira comunhão e comunhão solene (Fig. 16). Em 2005 esta cerimónia foi
transmitida em direto no programa 8º dia da TVI, sendo que em 2010 devido à
doença do Sr. Padre Cabral as cerimónias foram presididas pelo Arquitecto Padre
José Manuel Oliveira Ribeiro, que a meu pedido se prontificou a celebrar e
ainda um ou dois Domingos seguintes, sendo depois proibido pela hierarquia da
Igreja que nomeou um substituto do Padre Salvador Cabral.
Na Igreja do Mosteiro,
que esteve praticamente fechada desde a sua passagem a Monumento Nacional,
embora sempre adstrita à nossa Igreja reunimos com a Junta de Freguesia afim de
estarmos todos sintonizados depois de um pedido ao IGESPAR colocamos lá uma
imagem de Santo Amaro, tendo a Junta pago as colunas de granito e a Fábrica da
Igreja a imagem. Sempre com iniciativas do Padre Cabral se dinamizou o espaço
tendo realizado diversos eventos culturais e religiosos, como casamentos e
baptizados, as comunhões da Paróquia, encontros de coros e eventos musicais,
etc. Enviamos ofícios à Câmara e ao IGESPAR pedindo o restauro e mobília
(bancos e mesa / altar), tendo havido reuniões, no local entre todos os
intervenientes, mas pouco se avançou. Entretanto a Câmara pensa em avançar com
uma candidatura a fundos europeus em conjunto com o IGESPAR o que até hoje
parece não ter avançado.
Com a doença, ficou
impedido de paroquiar, em 03-07-2010, e posterior falecimento do Sr. Padre
António Salvador Cabral da Costa ocorrida em 18-09-2010, foi nomeado em
18-07-2010 para a paróquia o Sr. Padre António Loureiro Lopes que tomou posse
no dia 12-09-2010 na Igreja do Mosteiro (Fig. 17), em virtude de a Igreja
Paroquial se encontrar em obras. Manteve-se na paróquia durante 10 anos e oito
dias, ou seja, até 20-09-2020.
Na primeira reunião que
tivemos, como normal, apresentamos a nossa demissão dos cargos que vínhamos
exercendo, mas o Sr. Padre António solicitou que continuássemos pelo menos até
ao fim das obras de restauro da Igreja, só que as obras nunca mais acabaram.
Com o Padre António, como
normalmente era tratado, manteve-se a nossas forças no restauro da Igreja que
queríamos ter com as mínimas condições já no ano seguinte, felizmente a romaria
de Santo Amaro (15 de Janeiro) de 2011, foi já realizada na Igreja paroquial, mas
com as obras a decorrer, pois não havia ainda anteparo, os altares estavam sem
os remates e rodapés as portas altas em relação ao interior devido à falta de
obras no adro, etc. A sacristia e sala de ex-votos estavam ainda sem obras e
desniveladas em relação ao interior da igreja.
Com o Padre António,
acabou-se com a festa do ambiente em honra de S. Pedro, porque dizia que não
celebraria missas fora das Igrejas, mas continuamos a realizar os convívios do
costume e agora com o passal disponível que passou a ser local de convívio.
Em 2011 passou, como já
vinha a ser preparado pelo Sr. Padre Cabra,l o Conselho Económico Paroquial passou
a assumir todo o movimento económico da paróquia assim como o pagamento dos
serviços ao Sr. Padre.
Neste período,
conseguimos acabar o restauro do interior da igreja e sacristia, no exterior,
com o acordo do Arquitecto restaurou-se a frente da Igreja e torre, com
enchimento das paredes e parte da torre com enchimento das juntas e a pedra
limpa. A parte restante só não se concretizou porque o empreiteiro não tinha
pessoal disponível. Nestes períodos tivemos sempre o apoio dos paroquianos,
quer da nossa paróquia, mas também de outras vizinhas, que para além de nos
ajudar monetariamente nos foram incentivando e até dando sugestões para novas
iniciativas. Tivemos ofertas do móvel para os paramentos e dos moveis da sala
dos ex-votos, assim como ajuda no restauro de diversas imagens e também nos
viramos um pouco para o arranjo do passal em colaboração com a Junta da União
de Freguesias.
Só em 3 de Setembro de
2016 a Câmara assume a exemplo do que já tinha feito em praticamente todos os
adros das igrejas e capelas da maioria das paróquias do concelho, lançar a
primeira pedra para a requalificação do adro, em conjunto com a junta de
freguesia e paróquia o que veio felizmente a ser concretizado e inaugurado em
15 de Janeiro de 2017.
Durante estes dez anos,
continuamos a dinamizar a Igreja do Mosteiro e a pedir a sua requalificação
tendo passado por cá diversas entidades e estudos para requalificar e integrar
na rota do românico. Passou a ser local de exposição de presépios tradicionais
no período do Natal e outros, concertos e a abertura dos festivais de órgãos de
tubos de V. N. de Famalicão /Santo Tirso, lançamento de livros, actividades e
outras reuniões. No plano religioso, efectuaram-se missas, baptizados e
casamentos.
Com o Padre António
continuamos a organizar passeios de convívio da catequese, mas abertos a toda a
comunidade, assim como outros convívios, como o fecho do ano da catequese e o
magusto. Em conjunto com as outras paróquias, e como o Sr. Padre António passou
a paroquiar também a paróquia de S. Salvador de Lemenhe, alguns convívios
passaram a ser realizados no parque de Nossa
Senhora do Carmo em Lemenhe onde era antecedido pela celebração da missa
campal.
Como disse atrás o Sr.
Padre António, saiu em 20-09-2020 e a 26-09-2020 tomou posse o Sr. Padre Vítor Emanuel
Pereira Sá (Fig.18), na primeira reunião, 30-09-2020, como já o tinha sido com
o Sr. Padre António, posemos os nossos cargos à disposição do novo pároco, mas
dizendo que era necessário arranjar nova equipa pois já estávamos há demasiado
tempo em funções o que por dificuldades em arranjar substitutos só em Dezembro
de 2022 veio a acontecer. Nesta mesma reunião colocamos o Padre Vítor ao
corrente de todos os assuntos pendentes e a resolver no futuro[4].
Nestes dois anos, em que
aconteceu a crise do covid 19, ao nível de obras conseguimos cobrir a sacristia
e consolidar as paredes exteriores da Igreja aproveitando para substituir os
caleiros. Colocação dos novos bancos da assembleia, cadeira presidencial e
mochos para os acólitos, finalizamos com a substituição da Janela do coro-alto
pelo tão ambicionado vitral com a imagem da padroeira Santa Eulália.
Continuamos com os
convívios do encerramento da catequese e magustos assim como na igreja do
Mosteiro com a exposição de presépios tradicionais e outros eventos.
Durante estes vinte anos
no CE da Fábrica da Igreja deixei cinco DVDs de vídeos de fotos e pequenos
filmes 1º com fotos de 2002 a 2009, 2º com fotos de 2010 a 2012, 3º com fotos
de 2013 a 2015, 4º com fotos de 2016 a 2018 e o 5º com fotos de 2019 a 2022
mais um vídeo de fotos de todo o período (2004 a 2022) sobre o restauro da
Igreja, que em caso de futuros restauros ou outros serviços pode ser consultado
pois ai se vê por onde passam, em especial tubos de eletricidade e saneamento.
Ficou também um primeiro DV
(2010) com a digitalização em Word de todos os arquivos da paróquia até à
referida data e em 2023 entreguei outro DVD com os mesmos ficheiros
actualizados até esta data em PDF.
Para uma melhor
compreensão dos esforços do Conselho Económico fica registada as seguintes
despesas de 2002 a 2010, mandato do Sr. Padre Cabral: Manutenção e luz da
Igreja gastou-se 6.880,97 €, restauro da Igreja 57.869,41 €, na construção dos
WC e arrecadação 41.910,81 €, restauro de imagens e outros restauros 1.842,34
€, na residência 4.396,08 € na Igreja do Mosteiro 1.978,72 € e em actividades
religiosas e cívicas mais consumíveis 26.693,39 € o que perfaz um total de 141.571,72
Este esforço, só foi
possível com o apoio dos paroquianos, da freguesia e de outros devotos de
diversas paróquias, assim como das comissões de festas (S. do Fastio, Santo
Amaro, S. Pedro, Natal e Ano Novo e comissões do Santíssimo Sacramento e
Coração de Jesus). Também de realçar a ajuda das Junta de Freguesia e Câmara
Municipal.
Fig. 01 – CD lançado do Coro de Santo Amaro
Fig. 02 – Grupo coral infantil (Sameiro)
Fig. 03 – organização da procissão no Sameiro (03-10-2004)
Grupos corais de Nine e Santa Eulália no Sameiro (03-10-2004)
Fig. 05 – estado do soalho e estrutura do grupo coral
Fig. 06 -estado do anteparo
Fig. 07 – estado do soalho e estrutura do grupo coral
Fig. 08 - alguns exemplos de restauros
fig.
09 - Inauguração dos WC e arrecadação 05-12-2003
-
Fig. 12 - foto tirada do presbitério
Fig. 13 – Um dos cortejos para as obras da Igreja 07-05-2006
Fig. 14 – A primeira Via Sacra 2004
Fig. 15 - Festa do Ambiente em honra de S. Pedro 2004
Fig.
16 – 1ª Comunhão e Comunhão Solene na praia fluvial e
Mosteiro de Santo Amaro 06-07-2008
Fig. 17 - Recepção e tomada de Posse do Sr. Padre António Loureiro Lopes (12-09-2010)
[1]
Aos dezasseis de Maio de dois mil e dois reuniram na residência paroquial,
todos aqueles que mostraram interesse e disponibilidade para integrar a
comissão de obras a peido do Pároco desta freguesia Sr. Padre Salvador Cabral.
Segue-se o nome dos elementos: Manuel da Costa Araújo; Emília da Conceição
Martins Vilaça; José Campos Ferreira; Eduardo José Faria Moreira; Augusto
Machado da Cunha; Mário Oliveira Monteiro; Maria da Conceição Pinto Soares;
Francisco Fonseca da Silva; Alberto dos Santos Leitão. Estiveram também
presentes os três elementos da junta de freguesia, que manifestaram todo o
apoio ao grupo de trabalho a constituir.
Depois de algumas
palavras e ideias para execução das obras a realizar a curto prazo, passou-se
então a eleger o tesoureiro, o secretário e os vogais, uma vez que o presidente
será sempre, por inerência de funções o pároco da freguesia. Como tesoureiro ficou
o Manuel da Costa Araújo e como secretário o Sr. José Campos Ferreira, os
restantes como vogais. De seguida encerrou-se a reunião, seguindo-se as
assinaturas. Ressalvo de que nesta reunião se decidiu enviar um pedido à Câmara
Municipal, solicitando o levantamento topográfico e planta para as obras.
Segue-se as assinaturas do presidente, tesoureiro e secretário
[2] Declaração
- Armindo Ribeiro Marinho, casado sob regime da comunhão com Ana da Costa
Pereira, residente no lugar da Igreja da freguesia de Arnoso Santa Eulália,
proprietários do terreno que confronta a Norte com a Igreja Paroquial e
residência Paroquial, declaram que não se opõem a que devido à construção das
casas de banho paroquiais o muro da sua propriedade seja alinhado de modo a
facilitar a entrada para as referidas casas de banho.
Mais declaram que o terreno a ocupar pela referida
entrada, é uma oferta à Paróquia como comparticipação na construção das mesmas.
Arnoso Santa Eulália, 9 de Novembro de 2003 – Os
Declarantes
[3]
Em reunião realizada em 25 de Novembro de 2004 com os Sr. Arquitectos, onde
estiveram em representação da Fábrica da Igreja o Sr. Padre Cabral, Manuel
Araújo, José Campos, David Novais e Joaquim Barbosa, foram acertados alguns
pormenores referentes ao estudo apresentado e decidimos que o projecto só será
viável se conseguir-mos a aprovação de verbas dos fundos comunitários, porque
de contrário será muito difícil concretizarmos a obra. Para isso e conforme
acta anterior estivemos na Câmara em reuniões com o gabinete que coordena esta
área e que nos deram esperanças de se conseguir fundos comunitários. Para isso
é necessário executar o projecto e preparar o “dossier” para aprovação pela
câmara mediante certas condições que também já colocamos ao Arquitecto Sr.
Padre José Manuel.
Sabemos que até ao momento
o levantamento topográfico e o estudo arquitetónico já concretizado nos custa
já cinco mil e trezentos e cinquenta e sete euros.
Para a segunda fase
“dossiers” para licenciamento são necessários mais dois mil oitocentos e doze
euros. Porque sem a concretização desta fase não podemos avançar com a
candidatura aos fundos comunitários, por isso decidimos por unanimidade avançar
com a execução do projecto com as alterações previstas e recomendações do
Gabinete Camarário ao estudo apresentado.
[4] Igreja:
- Bancos da assembleia (promessa da Câmara) e Vitral para a janela do coro-alto
assim como instalação do sistema de anti-incêndio e antifurto, Sacristia
– cobertura, Exterior da Igreja – Enchimento de juntas e lavagem da
pedra. Residência: - Aquecimento para a catequese, Fundos da
residência – criar salão para catequese e outros fins (há projecto e
orçamento, também acordo tripartido Câmara, Junta de Freguesia e Paróquia.
Passal da Igreja: - Projecto pedido e prometido pela Câmara, Portão e
cancela entregue ao Adrinox - Nine, Jardim no espaço exterior, Telheiro mais
cabine eléctrica, bancos e mesas (junta de freguesia prometeu), muro de suporte
de terras no lado Sul. Terreno no lugar do Souto (150 m²)
foi vendido, mas não sabemos se o confrontante ainda está interessado. Igreja
do Mosteiro: - Restauro e móveis (Câmara e DGMN estão a elaborar projecto
em conjunto de forma a elaborar uma candidatura aos fundos europeus. Capela
de N. S. do Fastio: - Registo, pois está omissa (entregue processo ao
solicitador Sr. Jacinto, Vitral para a janela principal.


















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