Vinte anos no Conselho Económico Paroquial de Santa Eulália de Arnoso

 Vinte anos no Conselho Económico Paroquial de Santa Eulália de Arnoso  


O trabalho desenvolvido, nos vinte anos que esta Fábrica da Igreja, depois de dois mil e dez como Conselho Económico Paroquial da Fábrica da Igreja de Santa Eulália de Arnoso terá que ser dividida em três partes, pois foi quantos Párocos passaram por cá e cada um deles com a sua própria personalidade.

Em 2002 quando o Sr. Padre António Salvador Cabral da Costa chegou a Santa Eulália Arnoso, vinha tomar conta de uma paróquia dividida por conflitos entre os apoiantes do pároco e os apoiantes da Junta de freguesia /Associação Desportiva e Cultural.

O Sr. Padre Salvador Cabral tinha umas ideias mais progressistas, pois como missionário e escritor quando esteve em Angola, teve alguns dissabores com a PIDE tendo mesmo que sair da Província Angolana (ver livro “A Missão…nas teias da PIDE” e se refugiar na Alemanha onde esteve cerca de vinte anos. Por isso foi recebido em Santa Eulália pela maioria dos paroquianos, que assim, salvo raríssimas excepções, se deu novamente a união dos paroquianos desta freguesia.

O Padre Arménio Simões Moreira (1928 / 2001) tinha um caracter muito próprio, que ao longo dos quarenta e quatro anos de paroquialidade, sempre arranjou problemas com a maior parte dos paroquianos, ora impondo as ofertas que cada família tinha que pagar, ou tentar ser ele o motor da freguesia e por via disso umas vezes era amigo de uns, outras vezes era amigo de outros, muito embora seja sempre louvável o papel que teve em algum desenvolvimento da freguesia, em especial na electrificação de parte da freguesia. É com ele que se dá o 25 de Abril de 1974 e aí começam os grandes problemas, visto que as comissões administrativas da Câmara e Junta de Freguesia tentam negociar o aluguer do antigo passal do mosteiro, situado no lugar do Monte da antiga Paróquia de S. Salvador do Mosteiro de Arnoso. Estávamos no verão quente de mil novecentos e setenta e cinco, onde o País estava sobre o domínio e influência do Partido Comunista Português e como ele não aceitava o aluguer ou venda, a juventude e não só, a coberto destas Comissões Administrativas tomaram de assalto o referido passal. Depois houve muitas peripécias que oportunamente serão relembradas.

O Padre Arménio Simões Moreira, faleceu em 12-07-2001 e só a 02-09-2001 é substituído pelo Padre António Salvador Cabral da Costa.

Naquele pequeno intervalo entre o falecimento do Padre Arménio e a chegada do Padre Salvador Cabral (nomes pelos quais eram conhecidos) se instalou como Sacristão uma família da freguesia que foi controlando os dinheiros referentes ao pagamento das despesas correntes da liturgia. Quando o Sr. Padre Cabral chegou foi aceitando este sacristão que passou a habitar na residência paroquial e que vinha já trabalhando com a antiga Fábrica da Igreja. Deixou o cargo e a residência em Fevereiro de 2004 por desavenças com o Sr. Padre Cabral, tendo este impondo a sua saída quer da residência como dos serviços prestados à paróquia.

Ora, a Arquidiocese de Braga, não poderia ter tido, melhor escolha para assumir os destinos da paróquia de Santa Eulália de Arnoso, onde a população estava de costas voltadas entre os defensores do pároco e os defensores da A.D.C. (Associação Desportiva e Cultural) criada para substituir a comissão de desporto nomeada pela Comissão Administrativa da Junta de Freguesia, após a revolução do 25 de Abril. O Padre Cabral paroquiava na altura a Paróquia vizinha de Santa Maria de Nine e conhecia bem os problemas de Santa Eulália e como pessoa, que para além de vir das missões, tendo passado por Angola e Alemanha, estava, como diz o povo uns furos à frente dos seus colegas, quer no tratamento com as pessoas, mas em especial com a juventude, e também via o papel da Igreja numa outra perspectiva, por isso teve alguns dissabores com a hierarquia Eclesiástica.

Manteve e dinamizou o Grupo Coral Nossa Senhora da Conceição, influenciou os Jovens a organizar-se em associação e dentro desta criou o Coro Santo Amaro tendo o mesmo editado um CD com músicas da sua autoria (fig. 01), criou e dinamizou o Grupo Coral Infantojuvenil composto pelas crianças da catequese dos primeiros anos (fig. 02). Passou a haver harmonia entre os paroquianos que com poucas excepções se reuniram à volta do Pároco.

Manteve sempre os paroquianos, quer de Santa Eulália quer de Nine, em franca actividade, onde estava sempre presente, quer na organização de actos religiosos conjuntos como a via-sacra e outros, no Sameiro com a organização de procissão com o andor de N. Senhora do Sameiro e os estandartes das duas freguesias seguido da celebração de missa e actuação dos grupos corais das duas freguesias, no Sameiro. Também no S. Bento da Porta Aberta se efectuaram celebrações em especial a missa das dezasseis horas. Sempre que se organizaram passeios da comunidade paroquial era celebrada missa onde actuavam os grupos corais. (fig. 03 e 04)

Durante a permanência do Sr. Padre Cabral, a Fábrica da Igreja apenas controlava os dinheiros e bens da paróquia, pois os dinheiros e bens de culto eram da responsabilidade do pároco. Pela sua maneira de ser, confiava muito nas pessoas e por isso teve diversas vezes problemas pois os dinheiros do culto e do benefício paroquial, desapareciam quer da residência quer da sacristia.

Embora alguns elementos que vieram mais tarde a ser eleitos para a Fábrica da Igreja, já viessem a colaborar com o Padre Cabral só em Maio de dois mil e dois o Sr. Padre pediu para que quem pudesse e tivesse interesse em colaborar, que comparecesse para uma reunião a realizar na residência no dia dezasseis de Maio. Nessa reunião que deu lugar à primeira acta[1] compareceram e formaram a Comissão de Obras os seguintes paroquianos: Manuel da Costa Araújo, Emília da Conceição Martins Vilaça, José Campos Ferreira, Eduardo José Faria Moreira, Augusto Machado da Cunha, Mário Oliveira Monteiro, Maria da Conceição Pinto Soares, Francisco Fonseca da Silva e Alberto dos Santos Leitão, tendo depois se juntado o David Moreira Novais. Também compareceram os três elementos da Junta de freguesia que manifestaram o seu apoio ao grupo de trabalho

É já nesta reunião que se pensa em algumas obras e se elege, o tesoureiro, o secretário e os restantes ficam como vogais ao que todos aceitaram e por isso ficou o Manuel Araújo como tesoureiro e o José Campos como secretário, pensando nós, que tudo seria passageiro pois ficamos a funcionar como comissão de Obras.

Pelos motivos acima referidos, esta comissão veio encontrar uma estrutura em total decadência, estando a Igreja a sofrer obras de mais um tecto novo da autoria do Arquiecto Padre José Manuel Ribeiro, todo o resto estava em total degradação, o soalho da Igreja cheio de buracos, ante-paro todo roído, portas em mau estado, coro degradado, quase todas as imagens a precisar de restauro o grupo coral a actuar no meio da assembleia num palco em barrotes de madeira sem qualquer dignidade. Na sacristia todos os moveis a precisar de restauro ou de substituição. (Fig. 05, 06 e 07)

A residência com uma cozinha muito antiga assim como o quarto de banho num estado lastimoso e nos fundos uma grande barra em madeira onde se amontoava a cera dos ex-votos do Santo Amaro e outras alfaias quer em madeira quer em metal, que a maioria foi depois restaurada e que hoje se encontra na Igreja (Fig. 08). O adro da Igreja em terra batida e sem referências aos seus limites, que se transformava num autêntico lamaçal quando chovia durante as festividades.

Só em Janeiro de dois mil e três, na missa, o Sr. Padre solicita, para que os elementos da comissão de obras que pudessem comparecer na Igreja Matriz em Famalicão para uma reunião. Quando lá chegamos e nos entregaram um questionário para preencher é que nos apercebemos de que a dita reunião era para a tomada de posse dos elementos da nova Fábrica da Igreja. Estavam ali elementos de todas as paróquias de Famalicão. Assim ficou composto pelos que compareceram, a Fábrica da Igreja de Santa Eulália de Arnoso: José Campos Ferreira, Manuel da Costa Araújo, José Daniel Campos Pereira, David Moreira Novais, Francisco Fonseca da Silva, Alberto dos Santos Leitão e Joaquim Moreira Barbosa.

Durante o ano de dois mil e dois concentramos os nossos esforços, na reorganização e no esforço para se poder arranjar dinheiro, porque nesta altura a Fábrica da Igreja não tinha qualquer rendimento e por isso só poderia lançar obras para justificar um peditório pela freguesia. Foi o que fizemos lançando as bases para a construção de umas retretas e um espaço para arrumos que servissem os paroquianos. Por proposta do Sr. Padre Cabral o peditório a efectuar nas missas dos segundos domingos de cada mês reverteria a favor das obras a realizar. Ainda hoje dois mil e vinte e três se mantem.

Começamos por escolher um local. Havia um espaço atrás da residência (lado Norte) que estava apenas cheio de entulho. O espaço embora suficiente tinha o problema do acesso a partir do adro, que era estreito, porque o confrontante Sr. Marinho tinha naquela zona uma espécie lomba onde tinha um esteio da ramado do quintal, espaço que não teria mais que quatro a cinco metros quadrados. Como o Sr. Armindo Marinho já estava acamado, falamos com a esposa Sr. Ana, que nos disse que o filho Manuel é que sabia. Telefonei-lhe, pois considerava-o um amigo com o qual trabalhei nas direcções da Associação Desportiva e Cultural, que por ocupação do antigo passal da Igreja teve diversos litígios com o pároco já falecido, mas em que a A.D.C. em conjunto com a Junta de freguesia e a Câmara Municipal, assumiram a ocupação e chegaram a acordo para a compra do terreno do antigo passal. O Manuel Marinho disse-me logo que não. Íamos ficar com um acesso muito exíguo para os WC, mas continuamos a desenvolver o plano. Uns tempos depois, já com a obra a decorrer, em conversa com a sua parente Sr.ª Amélia Marinho esta disse-os que esperássemos, pois, que iria falar com a Sr.ª Ana. Assim aconteceu e ficou resolvido que refazíamos o muro e retirávamos o esteio para dentro do terreno e assim ficamos com o espaço necessário para o acesso ao WC e arrumos e também uma entrada para o passal, através do adro circundante da Igreja. O Sr. Marinho assinou uma declaração de oferta do referido terreno[2]. Contactada a Câmara para a execução do projecto, estiveram cá, mas mais nada. Sendo depois o projecto elaborado pelo filho do Manuel Araújo (César) que há data trabalhava num gabinete de projectos. Foi depois aprovado na Câmara e Arquidiocese e pagas as respectivas taxas.

Em dois mil e dois, através de peditórios pela freguesia cerca de mil e quinhentos euros, mesmo assim avançamos com a obra do WC e arrumos, assim como os respectivos acessos a qual nos veio a custar cerca de quarenta mil euros, sem contar com a oferta da parte eléctrica que nos foi oferecida pela firma Joaquim Novais Miranda. É certo que mesmo assim no fim de dois mil e três com a obra pronta tínhamos uma dívida de apenas nove mil euros, que em dois mil e quatro saldamos. Esta Obra, a primeira foi inaugurada pelo Sr. Padre Cabral em 25-12-2003, na presença dos paroquianos. (Fig. 09 e 10)

Em reunião de seis de Fevereiro de 2003, já estávamos a pensar em novas obras como salão para catequese nos fundos da residência, soalho da Igreja e ante-paro novo, ideia esta que depois evoluiu para um restauro total da Igreja e residência Paroquial em especial os fundos para o transformar em salas para a catequese. Para isso e depois de contactar diversas entidades em especial na Câmara Municipal para ver a possibilidade de uma candidatura comunitária os quais nos deram muitas esperanças e promessas de ajuda para essa mesma candidatura. Pensávamos nós que só assim seria possível levar a cabo estas ideias, mas bem nos enganamos.

Para esta candidatura, era necessário um projecto das referidas obras. Como na altura o Arquitecto Padre José Manuel Ribeiro, antigo pároco de Arnoso Santa Maria e actual arquitecto da Arquidiocese, com gabinete estalado em Braga, seria a pessoa indicada e uma vez que já tinha projectado o tecto da Igreja. Assim aconteceu e para que fosse mais viável a aprovação da referida candidatura, optou-se pela integração no projecto da residência paroquial. O projecto teve um custo de cerca de quinze mil euros o que causou muita intriga no meio dos paroquianos, mas no futuro valeu o dinheiro gasto e tudo se fez de acordo com o projecto ou com alterações discutidas com o arquitecto.[3] Ressalvamos que o projecto, foi sendo alterado ao longo da execução das obras, tais como rebaixamento do soalho o que obrigou a novos rodapés dos altares e rebaixamento da sacristia, novas escadas para acesso o altar-mor assim como remover o azulejo existente, porque depois ficava muito desviado do chão, orlas graníticas nas porta e janelas e rodapé, abertura de escadaria interior de acesso ao coro-alto, que não existia, dreno exterior na zona da sacristia para consolidar as paredes e evitar humidades, no exterior enchimento apenas da frente da Igreja, etc.

Até dois mil e dez andamos sempre às voltas com o projecto de pormenor, mas a candidatura não se concretizou e por isso resolvemos com o acordo do empreiteiro que felizmente nos deu muitas facilidades e nos disse que só iria facturar conforme a obra fossa feita, por isso começamos pelo interior que era o mais necessitado (fig. 11 e 12) e assim em julho de 2010 deu-se início às obras, passando as cerimónias religiosas para a Igreja do Mosteiro.

Durante estes anos não estivemos parados, de reunião em reunião quer na Câmara, quer com a junta de freguesia que sempre nos apoiou e  tivemos sempre muita aceitação e ajuda de todos os paroquianos. Organizamos peditórios, rifas e um cortejo de oferendas para as obras realizado em dois Domingos (Fig. 13), elementos da Junta que doaram os seus subsídios de um ano ou ajudas para restauro de Imagens e outras alfaias litúrgicas, assim: 

Se em questões de obras centralizamos os nossos esforços na construção dos WCs e na remodelação da Igreja, tendo para isso sensibilizado os paroquianos na colaboração, quer na oferta de dinheiros, mas também na participação de outros inventos para a obtenção de fundos, como na ajuda da organização de diversos trabalhos.

Ao nível religioso e cultural: Passou a ser a Fábrica da Igreja a organizar a romaria de Santo Amaro e como benefício paroquial o Sr. Padre Cabral passou a oferecer uma terça parte dos lucros para as obras e a procissão passou ir à igreja do Mosteiro, onde é feito o sermão de Santo Amaro e ainda agora em 2023 se mantém. A Páscoa passou a ser precedida da Via Sacra organizada pelas catequistas e catequizados (Fig.14). Organizaram-se passeios e o Magusto paroquial só ou em conjunto com a Junta de Freguesia.

De 2004 a 2010, em colaboração com a Junta de Freguesia (embora com a oposição de alguns grupos organizados da freguesia) organizamos a Festa do Ambiente em honra de S. Pedro (Fig. 15), com arraial e bar a render para as obras no Sábado e no Domingo. No Domingo com a celebração da Missa solene e entre 2006 e 2010 também se celebrou a primeira comunhão e comunhão solene (Fig. 16). Em 2005 esta cerimónia foi transmitida em direto no programa 8º dia da TVI, sendo que em 2010 devido à doença do Sr. Padre Cabral as cerimónias foram presididas pelo Arquitecto Padre José Manuel Oliveira Ribeiro, que a meu pedido se prontificou a celebrar e ainda um ou dois Domingos seguintes, sendo depois proibido pela hierarquia da Igreja que nomeou um substituto do Padre Salvador Cabral.

Na Igreja do Mosteiro, que esteve praticamente fechada desde a sua passagem a Monumento Nacional, embora sempre adstrita à nossa Igreja reunimos com a Junta de Freguesia afim de estarmos todos sintonizados depois de um pedido ao IGESPAR colocamos lá uma imagem de Santo Amaro, tendo a Junta pago as colunas de granito e a Fábrica da Igreja a imagem. Sempre com iniciativas do Padre Cabral se dinamizou o espaço tendo realizado diversos eventos culturais e religiosos, como casamentos e baptizados, as comunhões da Paróquia, encontros de coros e eventos musicais, etc. Enviamos ofícios à Câmara e ao IGESPAR pedindo o restauro e mobília (bancos e mesa / altar), tendo havido reuniões, no local entre todos os intervenientes, mas pouco se avançou. Entretanto a Câmara pensa em avançar com uma candidatura a fundos europeus em conjunto com o IGESPAR o que até hoje parece não ter avançado.

Com a doença, ficou impedido de paroquiar, em 03-07-2010, e posterior falecimento do Sr. Padre António Salvador Cabral da Costa ocorrida em 18-09-2010, foi nomeado em 18-07-2010 para a paróquia o Sr. Padre António Loureiro Lopes que tomou posse no dia 12-09-2010 na Igreja do Mosteiro (Fig. 17), em virtude de a Igreja Paroquial se encontrar em obras. Manteve-se na paróquia durante 10 anos e oito dias, ou seja, até 20-09-2020.

Na primeira reunião que tivemos, como normal, apresentamos a nossa demissão dos cargos que vínhamos exercendo, mas o Sr. Padre António solicitou que continuássemos pelo menos até ao fim das obras de restauro da Igreja, só que as obras nunca mais acabaram.

Com o Padre António, como normalmente era tratado, manteve-se a nossas forças no restauro da Igreja que queríamos ter com as mínimas condições já no ano seguinte, felizmente a romaria de Santo Amaro (15 de Janeiro) de 2011, foi já realizada na Igreja paroquial, mas com as obras a decorrer, pois não havia ainda anteparo, os altares estavam sem os remates e rodapés as portas altas em relação ao interior devido à falta de obras no adro, etc. A sacristia e sala de ex-votos estavam ainda sem obras e desniveladas em relação ao interior da igreja. 

Com o Padre António, acabou-se com a festa do ambiente em honra de S. Pedro, porque dizia que não celebraria missas fora das Igrejas, mas continuamos a realizar os convívios do costume e agora com o passal disponível que passou a ser local de convívio.

Em 2011 passou, como já vinha a ser preparado pelo Sr. Padre Cabra,l o Conselho Económico Paroquial passou a assumir todo o movimento económico da paróquia assim como o pagamento dos serviços ao Sr. Padre.

Neste período, conseguimos acabar o restauro do interior da igreja e sacristia, no exterior, com o acordo do Arquitecto restaurou-se a frente da Igreja e torre, com enchimento das paredes e parte da torre com enchimento das juntas e a pedra limpa. A parte restante só não se concretizou porque o empreiteiro não tinha pessoal disponível. Nestes períodos tivemos sempre o apoio dos paroquianos, quer da nossa paróquia, mas também de outras vizinhas, que para além de nos ajudar monetariamente nos foram incentivando e até dando sugestões para novas iniciativas. Tivemos ofertas do móvel para os paramentos e dos moveis da sala dos ex-votos, assim como ajuda no restauro de diversas imagens e também nos viramos um pouco para o arranjo do passal em colaboração com a Junta da União de Freguesias.

Só em 3 de Setembro de 2016 a Câmara assume a exemplo do que já tinha feito em praticamente todos os adros das igrejas e capelas da maioria das paróquias do concelho, lançar a primeira pedra para a requalificação do adro, em conjunto com a junta de freguesia e paróquia o que veio felizmente a ser concretizado e inaugurado em 15 de Janeiro de 2017.

Durante estes dez anos, continuamos a dinamizar a Igreja do Mosteiro e a pedir a sua requalificação tendo passado por cá diversas entidades e estudos para requalificar e integrar na rota do românico. Passou a ser local de exposição de presépios tradicionais no período do Natal e outros, concertos e a abertura dos festivais de órgãos de tubos de V. N. de Famalicão /Santo Tirso, lançamento de livros, actividades e outras reuniões. No plano religioso, efectuaram-se missas, baptizados e casamentos.

Com o Padre António continuamos a organizar passeios de convívio da catequese, mas abertos a toda a comunidade, assim como outros convívios, como o fecho do ano da catequese e o magusto. Em conjunto com as outras paróquias, e como o Sr. Padre António passou a paroquiar também a paróquia de S. Salvador de Lemenhe, alguns convívios passaram  a ser realizados no parque de Nossa Senhora do Carmo em Lemenhe onde era antecedido pela celebração da missa campal.

Como disse atrás o Sr. Padre António, saiu em 20-09-2020 e a 26-09-2020 tomou posse o Sr. Padre Vítor Emanuel Pereira Sá (Fig.18), na primeira reunião, 30-09-2020, como já o tinha sido com o Sr. Padre António, posemos os nossos cargos à disposição do novo pároco, mas dizendo que era necessário arranjar nova equipa pois já estávamos há demasiado tempo em funções o que por dificuldades em arranjar substitutos só em Dezembro de 2022 veio a acontecer. Nesta mesma reunião colocamos o Padre Vítor ao corrente de todos os assuntos pendentes e a resolver no futuro[4].

Nestes dois anos, em que aconteceu a crise do covid 19, ao nível de obras conseguimos cobrir a sacristia e consolidar as paredes exteriores da Igreja aproveitando para substituir os caleiros. Colocação dos novos bancos da assembleia, cadeira presidencial e mochos para os acólitos, finalizamos com a substituição da Janela do coro-alto pelo tão ambicionado vitral com a imagem da padroeira Santa Eulália.

Continuamos com os convívios do encerramento da catequese e magustos assim como na igreja do Mosteiro com a exposição de presépios tradicionais e outros eventos.

Durante estes vinte anos no CE da Fábrica da Igreja deixei cinco DVDs de vídeos de fotos e pequenos filmes 1º com fotos de 2002 a 2009, 2º com fotos de 2010 a 2012, 3º com fotos de 2013 a 2015, 4º com fotos de 2016 a 2018 e o 5º com fotos de 2019 a 2022 mais um vídeo de fotos de todo o período (2004 a 2022) sobre o restauro da Igreja, que em caso de futuros restauros ou outros serviços pode ser consultado pois ai se vê por onde passam, em especial tubos de eletricidade e saneamento.

Ficou também um primeiro DV (2010) com a digitalização em Word de todos os arquivos da paróquia até à referida data e em 2023 entreguei outro DVD com os mesmos ficheiros actualizados até esta data em PDF.

Para uma melhor compreensão dos esforços do Conselho Económico fica registada as seguintes despesas de 2002 a 2010, mandato do Sr. Padre Cabral: Manutenção e luz da Igreja gastou-se 6.880,97 €, restauro da Igreja 57.869,41 €, na construção dos WC e arrecadação 41.910,81 €, restauro de imagens e outros restauros 1.842,34 €, na residência 4.396,08 € na Igreja do Mosteiro 1.978,72 € e em actividades religiosas e cívicas mais consumíveis 26.693,39 € o que perfaz um total de 141.571,72  

Este esforço, só foi possível com o apoio dos paroquianos, da freguesia e de outros devotos de diversas paróquias, assim como das comissões de festas (S. do Fastio, Santo Amaro, S. Pedro, Natal e Ano Novo e comissões do Santíssimo Sacramento e Coração de Jesus). Também de realçar a ajuda das Junta de Freguesia e Câmara Municipal.

 


Fig. 01 – CD lançado do Coro de Santo Amaro

Fig. 02 – Grupo coral infantil (Sameiro)


Fig. 03 – organização da procissão no Sameiro (03-10-2004)


Grupos corais de Nine e Santa Eulália no Sameiro (03-10-2004)


Fig. 05 – estado do soalho e estrutura do grupo coral


Fig. 06 -estado do anteparo


Fig. 07 – estado do soalho e estrutura do grupo coral


Fig. 08 - alguns exemplos de restauros


fig. 09 - Inauguração dos WC e arrecadação 05-12-2003

Fig. 10
-

Fig. 11- Aspecto dos suportes do antigo soalho (foto tirada da porta principal)


Fig. 12 - foto tirada do presbitério


Fig. 13 – Um dos cortejos para as obras da Igreja 07-05-2006


Fig. 14 – A primeira Via Sacra 2004


Fig. 15 - Festa do Ambiente em honra de S. Pedro 2004


Fig. 16 – 1ª Comunhão e Comunhão Solene na praia fluvial e

Mosteiro de Santo Amaro 06-07-2008


Fig. 17 - Recepção e tomada de Posse do Sr. Padre António Loureiro Lopes (12-09-2010)


Fig. 18 – Tomada de posse do Sr. Padre Vítor Emanuel Pereira Sá (26-09-2020)


[1] Aos dezasseis de Maio de dois mil e dois reuniram na residência paroquial, todos aqueles que mostraram interesse e disponibilidade para integrar a comissão de obras a peido do Pároco desta freguesia Sr. Padre Salvador Cabral. Segue-se o nome dos elementos: Manuel da Costa Araújo; Emília da Conceição Martins Vilaça; José Campos Ferreira; Eduardo José Faria Moreira; Augusto Machado da Cunha; Mário Oliveira Monteiro; Maria da Conceição Pinto Soares; Francisco Fonseca da Silva; Alberto dos Santos Leitão. Estiveram também presentes os três elementos da junta de freguesia, que manifestaram todo o apoio ao grupo de trabalho a constituir.

Depois de algumas palavras e ideias para execução das obras a realizar a curto prazo, passou-se então a eleger o tesoureiro, o secretário e os vogais, uma vez que o presidente será sempre, por inerência de funções o pároco da freguesia. Como tesoureiro ficou o Manuel da Costa Araújo e como secretário o Sr. José Campos Ferreira, os restantes como vogais. De seguida encerrou-se a reunião, seguindo-se as assinaturas. Ressalvo de que nesta reunião se decidiu enviar um pedido à Câmara Municipal, solicitando o levantamento topográfico e planta para as obras. Segue-se as assinaturas do presidente, tesoureiro e secretário

[2] Declaração - Armindo Ribeiro Marinho, casado sob regime da comunhão com Ana da Costa Pereira, residente no lugar da Igreja da freguesia de Arnoso Santa Eulália, proprietários do terreno que confronta a Norte com a Igreja Paroquial e residência Paroquial, declaram que não se opõem a que devido à construção das casas de banho paroquiais o muro da sua propriedade seja alinhado de modo a facilitar a entrada para as referidas casas de banho.

Mais declaram que o terreno a ocupar pela referida entrada, é uma oferta à Paróquia como comparticipação na construção das mesmas.

Arnoso Santa Eulália, 9 de Novembro de 2003 – Os Declarantes

 

[3] Em reunião realizada em 25 de Novembro de 2004 com os Sr. Arquitectos, onde estiveram em representação da Fábrica da Igreja o Sr. Padre Cabral, Manuel Araújo, José Campos, David Novais e Joaquim Barbosa, foram acertados alguns pormenores referentes ao estudo apresentado e decidimos que o projecto só será viável se conseguir-mos a aprovação de verbas dos fundos comunitários, porque de contrário será muito difícil concretizarmos a obra. Para isso e conforme acta anterior estivemos na Câmara em reuniões com o gabinete que coordena esta área e que nos deram esperanças de se conseguir fundos comunitários. Para isso é necessário executar o projecto e preparar o “dossier” para aprovação pela câmara mediante certas condições que também já colocamos ao Arquitecto Sr. Padre José Manuel.

Sabemos que até ao momento o levantamento topográfico e o estudo arquitetónico já concretizado nos custa já cinco mil e trezentos e cinquenta e sete euros.

Para a segunda fase “dossiers” para licenciamento são necessários mais dois mil oitocentos e doze euros. Porque sem a concretização desta fase não podemos avançar com a candidatura aos fundos comunitários, por isso decidimos por unanimidade avançar com a execução do projecto com as alterações previstas e recomendações do Gabinete Camarário ao estudo apresentado.

[4] Igreja: - Bancos da assembleia (promessa da Câmara) e Vitral para a janela do coro-alto assim como instalação do sistema de anti-incêndio e antifurto, Sacristia – cobertura, Exterior da Igreja – Enchimento de juntas e lavagem da pedra. Residência: - Aquecimento para a catequese, Fundos da residência – criar salão para catequese e outros fins (há projecto e orçamento, também acordo tripartido Câmara, Junta de Freguesia e Paróquia. Passal da Igreja: - Projecto pedido e prometido pela Câmara, Portão e cancela entregue ao Adrinox - Nine, Jardim no espaço exterior, Telheiro mais cabine eléctrica, bancos e mesas (junta de freguesia prometeu), muro de suporte de terras no lado Sul. Terreno no lugar do Souto (150 m²) foi vendido, mas não sabemos se o confrontante ainda está interessado. Igreja do Mosteiro: - Restauro e móveis (Câmara e DGMN estão a elaborar projecto em conjunto de forma a elaborar uma candidatura aos fundos europeus. Capela de N. S. do Fastio: - Registo, pois está omissa (entregue processo ao solicitador Sr. Jacinto, Vitral para a janela principal.

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