Daniel da Costa Ferreira
Daniel da Costa Ferreira
O Daniel da Costa
Ferreira nasceu aos 27 de Fevereiro de 1895, filho de Maria Rosa Ferreira e de
pai incógnito.
Solteiro deve ter
assentado praça em 1915, pois saiu de Braga integrado na 2ª companhia de Infantaria
em 20 de Abril de 1917 e a 21 embarcou em Lisboa com destino a França onde
desembarcou a 25 de do mesmo mês, integrado no Batalhão da Brigada do Minho,
fazendo parte do CEP (Corpo Expedicionário Português) onde combateu, tendo em
campanha sido promovido ao posto de 1º Cabo. Embarcou de regresso a Portugal em
15 de Abril de 1919 a bordo do navio Millau” e desembarcou em Lisboa a 19 de
Abril de 1919.
Em França, depois de
algumas diligencias efectuadas, foi promovido a 1º Cabo a 6 de Agosto de 1917.
A 3 de Outubro de 1917 é transferido da 2ª Companhia para a 1ª Companhia por
fazer parte da Secção de Sinalizadores. Em Fevereiro de 1918, passou à formação
do Batalhão.
A 21 de Março de 1918 é
ferido em combate por gazes, tendo baixado à ambulância nº 5 e depois evacuado
para o hospital da secção nº 1 e dois dias depois novamente evacuado para o
hospital da secção nº 2 onde permaneceu até ter alta em 16 de Abril, ficando
adido à segunda secção.
Em 23 de Setembro de
1918, voltou a baixar à ambulância nº 8 e evacuado para o Hospital de Campanha
nº 8 e a 30 do mesmo mês é evacuado para o Hospital do Batalhão nº 1, onde teve
alta a 6 de Outubro de 1918
Já em Portugal assume o
cargo de Regedor, da freguesia de Santa Eulália Arnoso e a anexa S. Salvador do
Mosteiro de Arnoso, é nesta, em que no dia da Romaria de Santo Amaro, no ano de
1935, é chamado pelos populares para uma zaragata entre dois romeiros e
enquanto um fugiu ao outro o Daniel o prendeu pelas costas mas não lhe tirou a
navalha que este tinha na mão e ao que parece o outro zaragateiro veio por trás
sem que o Daniel se apercebesse e deu uma varada no que estava preso, este fez
um movimento com a navalha e atingiu o Daniel na coxa o que por não haver
ninguém capaz de estancar o sangue, este acabou por morrer escoado de sangue,
já em casa do primo David Gomes Pereira no lugar do Outeiro aos 15 de Janeiro
de 1935.
O Daniel é neto materno
de Manuel José Ferreira e de Quitéria Ferreira. Casou aos 08 de Agosto de 1919
com Teresa de Oliveira Campos do lugar de Vilar D’Este da Freguesia de Santa
Maria de Nine, filha de Francisco José de Oliveira Campos e de Ludovina de
Oliveira Pinto ou Ludovina Emília de Oliveira Pinto, a Teresa nasceu em Nine aos
20 de Janeiro de 1897 e faleceu em Santa Eulália Arnoso aos 23 de Janeiro de
1974.
No Arquivo Militar da 1ª
Grande Guerra encontramos alguns documentos referentes ao tempo de serviço
passado em França. Fig. 1 a 19




















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