Confraria do Subsino do Mosteiro do Salvador de Arnoso

 A Paróquia do Mosteiro de S. Salvador de Arnoso

Nos Séc. XVIII, XIX e XX

 


Confraria do Subsino da Freguesia do Mosteiro do Salvador de Arnoso

A 24 de Março de 1787e rubricado, por Domingos José Marinho o “ Livro das Contas da Confraria do Subsino da Freguesia do Mosteiro do Salvador de Arnoso 1785 “.

 

Na página três está descrita a primeira reunião que afirma o seguinte: “Reunião do ano de 1785 – No Domingo primeiro do Novembro de1785, juntou os homens desta freguesia e mesa do Subsino velha em título fizeram entrega do livro dos Estatutos dos novos ofícios que onde servir à Confraria para estes se governarem neste ano de 1785. E no mesmo dia elegeram o António da Costa do lugar do Monte para Juiz e a Manoel Lopes do lugar da Veiga por mando nos ofereça João de Araújo, homem da fala para o servir, a entrega, escrever as contas, tudo na forma dos estatutos e nesta forma escreveram esta reunião por bem feita, receberam e por ser verdade se assignaram aos seis dias do mês de Novembro deste anno”. Assinam: Manoel Lopes, António da Costa e João Gomes

 

 

De referir que os novos Mesários tomavam posse sempre no primeiro Domingo de Novembro de cada ano e que as contas eram sempre aprovadas pelo representante do desembargador do reino.

Já no ano de 1827 as contas referem receitas de juros de 320, 240, 180 e 250 reis e só de anuais receberam 2820 reis, não temos de momento informação de quantos fogos ou o número de habitantes, do qual provinham estes anuais, penso que não chegariam a cem, porque os censos de 1758 indicam 17 fogos e 56 almas e o rol de 1869 indicam 45 fogos e 147 almas, também de referir a compra de uma cruz nova no valor de 5800 reis.

 

Em 1839 as contas passam a ser também vistas pelo Regedor da Freguesia e depois pelo Administrador do Concelho de Vila Nova de Famalicão. No caso do Regedor na forma e termos que se seguem:

“Domingos José de Abreu, Regedor da Paróquia da Freguesia de Santa Eulália de Arnoso, do Mosteiro do Salvador de Arnoso, por Sua Majestade Fidelíssima que Deus Guarde.

            Fazendo vez das atribuições exaradas no Código Administrativo, revezei as contas rétro da Confraria do Subsino pertencentes ao anno de 1838 que achei certas tanto nas verbas do Recibo como da Despesa ficando de líquido deste anno a quantia de mil trezentos e noventa e um reis, Mosteiro do Salvador de Arnoso 8 de Setembro de 1839 nove. No impedimento do Secretário Pedro José Pereira a escrevi.”

 

O livro termina com o inventário dos pertences da Confraria, sendo uma Cruz, dois Cirios e uma Mala onde se guardam os Estatutos e mais coisas pertencentes à Confraria.

A Confraria parece ser extinta por esta altra e os bens passam a ser geridos pelo legado Pio da freguesia de Santa Eulália, que mais tarde reune todos os bens monetários e são gastos na construção do cemitério conforme veremos noutros registos paroquiais.

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