Paróquia do Mosteiro de S. Salvador de Arnoso
S. Salvador de Arnoso estendia-se desde a ponte da Minhoteira até à foz do rio Guisande, na margem esquerda do rio Este, derivava para nascente pela margem direita do rio Guisande até às imediações da Igreja do Mosteiro e depois estendia-se pela encosta do monte de Azevedo até confrontar com a freguesia de Santa Maria de Arnoso nos lugares de Além-rio e Moinhos este designado nas duas freguesias, aliás há diversos lugares com o mesmo nome nestas freguesias, como Moinhos, Olheiro, Monte, Cruz e Cruzes. As suas veigas banhadas pelo rio Guisande derivam depois para norte, lugar da Veiga, fundevila e Torre, confrontando também com a freguesia de Santa Maria de Arnoso, lugar de Lordelo, sendo a sua divisão a linha de água, que por ali passa, até Arentim ou Tebosa.
Como a sua Igreja (Mosteiro de Arnoso) se encontra no extremo nascente da paróquia e na margem direita do referido rio tinha aqui o lugar da Quinta
O rol da Desobriga ou 3º Preceito da Igreja de 1869, com o título “Rol dos Confessados e Comungados da Freguesia de Santa Eulália de Arnôzo e a anexa do Mosteiro D’Arnoso no Concelho de Villa Nova de Famalicão, Arcebispado de Braga Primaz, relativo ao ano de 1869”, mencionava os seguintes lugares da freguesia do Mosteiro de S. Salvador de Arnoso e por esta ordem: Bouçó, Monte, Fundo Villa, Veiga, Torre, Muinhos, Alem do Rio, Bouça Velha, Olheiro, Quinta. Em 1903 temos os mesmos lugares referidos a saber: Bouçó, Monte, Olheiro, Bouça Velha, Quinta, Além do Rio, Muinhos, Veiga, Fundo Villa.
Na Corografia Portuguesa de 1701 e descrição topográfica do famoso Reino de Portugal, com as notícias das fundações das Cidades e Lugares, que contem Varões Ilustres, Genealogias das Famílias Nobres, fundações de Conventos, catálogos dos Bispos, antiguidades, maravilhas da natureza, edifícios e outras curiosas observações do Padre António Carvalho da Costa, Clérigo do hábito de S. Pedro, Matemático, diz que a freguesia de S. Salvador de Arenoso, Arnoso ou Arnozinho, foi Mosteiro de Frades Bentos, que fundou S. Frutuoso no ano de 636 ou 642. Extinguiu-se como outros e assim esteve até ao ano de 1495 em que arcebispo D. Jorge da Costa o uniu ao do Pombeiro; o como depois se lhe tirou não alcançamos, só de que passou aos Frades dos Jerónimos do Real Convento de Belém, os quais dele e de Grandes Fazendas, que ali tinham, fizeram prazo ao Doutor Miguel Pinheiro Figueira, cónego de Braga, e por parentesco que com ele tinha e com Joseph Pinheiro, Dona Isabel de Sousa Lima Figueira, mulher de Manuel de Vasconcelos de Sousa, entrou nele e apresenta a Igreja que é Abadia Secular, rende sessenta mil reis e tem quatorze vizinhos.
Já nas memórias paroquiais de 1722 a 1832, “no tomo 4 à data de 1758 Arnoso, Penafiel de Barcelos na pág. 101” diz:
Nº 213 Mosteiro de Arnoso.
Mosteiro de Arnoso he Abadia e Parochia do Distrito = Penafiel no termo da Villa = Barcelos = na comarca deste nome e seu povo com 17 fogos com 56 almas, do sacramento no Mosteiro consagrado ao Salvador.
O Paracho he Abadee, apresentado pelo Morgado de Pindela e tem de côngrua 160.000 reis
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