Caminho de Santiago das Geiras e dos Arrieiros “domingueiro”


Caminho de Santiago das Geiras e dos Arrieiros “domingueiro”
A treze de fevereiro deste ano de dois mil e vinte dois, o grupo agora reforçado com mais uma jovem, deu início a mais um caminho de Santiago este pelas Geiras do Gerês e dos Arrieiros em Espanha, sempre com o instinto de peregrino e o intuito de conhecer novas paisagens e novas terras. Saímos da Sé de Braga e com o propósito de chegar ao mosteiro de Rendufe, mas logo na saída de Braga, depois de passar pela Igreja de S. Martinho de Dume, primeira diocese de Braga, logo à frente por má indicação do caminho, seguimos o caminho Real que vai por Ponte de Lima, sempre à espera de uma indicação para nos dirigirmos para a ponte do Bico. Nada. Quando nos apercebemos estávamos à entrada de Prado, aí chegamos à conclusão de que não era este o caminho e seguimos para a Ponte do Bico onde deveríamos atravessar o rio Cávado e ali chegando seguimos então o caminho pretendido. Atravessamos depois a freguesia de Lago e chegamos ao destino, Junto ao Mosteiro de Rendufe, como sempre fechado.
Como sempre as mulheres há quem faça uns versos para se ir cantando pelo caminho.
1º
De Braga a Rendufe
Por outro lado, a começar
Os caminhos de Santiago
Outra volta vamos dar
2º

Com chuva vamos andando
Não podemos desanimar
Santiago é nosso amigo
E muita força nos vai dar
3º
Lília neta e sobrinha
Também queria caminhar
Ela vai com os idosos
Ela vai aguentar
No domingo seguinte, antevendo que seria uma etapa dura, planemos ir até junto da milha XIV que fica na aldeia de Santa Cruz já no concelho de Terras de Bouro e conforme previsto a subida de Caldelas a Paranhos de Cima foi sem dúvida um pouco duro. Mas com calma e fé lá chegamos, junto à capela de Santa Cruz onde tínhamos os carros.
4º

No mosteiro de Rendufe

Novamente a caminhar
Até à capela de Santa Cruz
Nós queremos lá chegar
5º
Capela de Santa Cruz à vista
Com paisagem de encantar
Seramil é a aldeia
Geira romana a separar
De Santa Cruz ou da milha XIV, outra etapa curta também por receio de grandes subidas e planeamos ir até junto da aldeia de Travassos. A descida a Moimenta e subida não foram fáceis. Esta parte do caminho está muito mal marcada. Sendo este caminho das Geiras, não percebemos a indicação do caminho porque no meio do monte, há duas alternativas e aí um pequeno mapa que apenas sublinha que um caminho é mais comprido cerca de 2,5 Km, mas as indicações, mesmo oficiais do caminho indicam ir a Moimenta ou Terras de Bouro, o que fizemos. Fiquei com a sensação de que o caminho mais longo será melhor do que descer a Moimenta. Claro que estes se encontram depois um pouco antes de chegar ao cimo da Aldeia de Travassos, mas não tínhamos a certeza porque o mapa é muito vago.
6º

De Seramil a Travassos
Nós por lá fomos subindo
Por montes e vales
Foi difícil, mas foi lindo
7º
Caminho da Geira é lindo
Ilda Isabel motivou
Nós gostamos da ideia
E ela nos acompanhou
De Travassos, Terras de Bouro seguimos até à Portela do Homem, numa tirada de 21,5 Km, trajeto deslumbrante e já com os montes bem floridos. Nesta parte das Geiras, não se passa por grandes Capelas ou Igrejas, apenas em Covide e S. João do Campo, mas temos as milhas que seguimos com atenção até a milha XXXIV na Portela do Homem. Estamos com alguma curiosidade de Ver o caminho no lado espanhol, mas não deve ser muito diferente.
8º

De Travassos à Portela do Homem
Uma etapa mais comprida
Como é linda a natureza
E Covide lá em cima
9º
Felizes e contentes
Nós lá vamos caminhando
Santiago é bom amigo
E lá nos vai ajudando
10º
São João do Campo à vista
Com os campos verdejantes
Passamos por Albergaria
E ficamos deslumbrantes
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